Gestão de empresas: veja sua importância para a sustentabilidade do negócio

Gestão de empresas: veja sua importância para a sustentabilidade do negócio

Ser empreendedor é ir muito além de mobilizar recursos e lançar um produto ou serviço no mercado. Para um negócio ter sucesso nos dias atuais, é preciso que tenha uma boa gestão, e isso significa que o gestor será obrigado a aprender sobre as áreas de finanças, pessoas, legislação, processos, logística, inovação, liderança, entre outras.

Além de saber e entender tudo isso, ainda é necessário lidar com problemas e tomar decisões rápidas e acertadas. Ou seja, é quase imprescindível se tornar, praticamente, um super-herói. Apesar dessa dura missão, é possível chegar lá. Com o apoio de ferramentas e metodologias consolidadas, além de sistemas inteligentes e boas práticas de mercado, é viável construir um negócio de sucesso.

A partir dessas ideias, vamos entender o conceito de gestão de empresas de forma detalhada. Em seguida, abordaremos modelos de gestão de negócios e as áreas essenciais para construir um empreendimento próspero e sustentável.

1. O que é gestão de empresas

A gestão de empresas, ou gestão empresarial, consiste em controlar, administrar e estruturar os processos de uma organização. De forma mais específica, podemos concluir que trata-se de um modelo de trabalho em que se formata a estrutura hierárquica de uma companhia. Sem dúvidas, refere-se ao principal fator de sucesso de um negócio.

Uma gestão de qualidade pode ser capaz, por exemplo, de identificar erros e efetivar melhorias, que tornarão os produtos e serviços mais competitivos no mercado. É justamente essa técnica que vai garantir a longevidade do empreendimento.

Por meio de ações estratégicas essenciais, a gestão de empresas alinhará processos, pessoas e propósitos, com foco em atingir determinadas metas. Para sobreviver, uma organização precisa gerar valor para as partes interessadas, ou seja, os públicos com os quais se relaciona: clientes, fornecedores, colaboradores etc.

Nesse contexto, é importante afirmar que gerir uma empresa é um processo relativamente complexo, pois é necessário ter o controle de diferentes setores para chegar a um resultado previamente estabelecido. Além disso, também é imprescindível adotar um modelo de gestão ideal para o seu empreendimento, conforme veremos a seguir.

2. Modelos de gestão

Buscar a excelência empresarial é o objetivo de todo empreendedor que quer alavancar seu negócio, ganhar competitividade e aumentar seus lucros. Para colocar a gestão organizacional em prática, é preciso trabalhar na definição de missão, visão e valores, na criação de um planejamento estratégico e na definição de Indicadores de Desempenho (KPIs), entre outros aspectos.

Além disso, também é crucial definir um modelo pelo qual a organização se pautará. Podemos destacar três dos principais modelos de gestão: gestão por resultados, gestão por processos e gestão participativa. A escolha por um desses métodos depende de como a organização enxerga a relação com os seus colaboradores.

Gestão por resultados

A gestão por resultados é um método criado por Peter Drucker, o pai da administração moderna, que indica que líderes e liderados estabeleçam as metas que devem ser alcançadas. Nesse caso, as responsabilidades são divididas e os resultados são frequentemente avaliados. O foco desse modelo está em atingir metas, por meio de uma liderança mais participativa.

Isso quer dizer que gestores e subordinados precisam estar unidos para colocar um determinado plano em prática. Afinal, todos atuam juntos para definir e concretizar as metas. Na gestão por resultados, saber o que conquistou é mais importante do que como se conquistou. Por isso, as atividades são sempre gerenciadas, de forma que estejam alinhadas aos objetivos gerais da empresa.

Segundo Drucker, quando os funcionários estão envolvidos na definição de ações e no estabelecimento de metas, todos ficam mais propensos a executar suas responsabilidades. Uma vez que a gestão por resultados está ligada a objetivos e metas, é importante lembrar que ela deve seguir a metodologia SMART, ou seja, os objetivos precisam ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporizáveis.

Entre os motivos que indicam o porquê adotar uma gestão por resultados, podemos destacar: as responsabilidades são claras e definidas, o que evita possíveis ambiguidades e confusões. As metas são mensuráveis, as avaliações e os feedbacks são constantes e a melhoria da comunicação é evidente.

Gestão por processos

A gestão por processos tem por objetivo alcançar resultados, reduzindo os custos operacionais, aumentando a produtividade e gerando satisfação junto aos clientes. Para atingir seu objetivo, o modelo busca identificar, executar e monitorar os processos organizacionais da forma mais detalhada possível. O foco é alinhar missão, visão e valores em torno de uma estratégia corporativa.

Em outras palavras, a gestão por processos ajuda a definir as políticas que comandam as atividades da organização, assegurando uma atuação eficiente e eficaz. Alguns dos objetivos desse modelo são: conhecer e mapear todas as operações da empresa, disponibilizar informações e uniformizar processos, identificar e implementar melhorias, avaliar desempenhos e atender as expectativas dos clientes.

Para a gestão por processos funcionar, é preciso utilizar algumas ferramentas, como brainstorming, regra de pareto, 5W2H e fluxograma. O desafio é entender e controlar processos, de forma que se tornem mais fluidos, transparentes e efetivos. Para aplicar esse modelo, a empresa nunca pode se acomodar e é essencial que estabeleça uma dinâmica de evolução constante.

Para realizar a gestão por processos, é possível aplicar algumas metodologias, como a fórmula PDCA (Plan, Do, Check, Act – ou simplesmente Planejar, Fazer, Verificar e Agir). Por meio de quatro fases, essa ferramenta ajuda a solucionar problemas e a promover a melhoria de processos e produtos.

Gestão participativa

Como o nome sugere, a gestão participativa trata do envolvimento dos funcionários nos processos da empresa. É um modelo em que os gestores entendem a força do intelecto humano e, assim, estabelecem um relacionamento forte com os colaboradores. Afinal, são eles que lidam diretamente com os clientes.

Apesar de a gestão participativa existir há um bom tempo, não é muito aplicada na maioria das empresas. Afinal, uma vez que o funcionário está envolvido na tomada de decisão, é preciso que exista uma comunicação muito aberta e transparente – e nem todos os gestores estão dispostos a isso.

A estratégia por trás do modelo de gestão participativa é contar com funcionários qualificados e que gerenciem as operações no dia a dia, permitindo que os gestores se concentrem nas ações estratégicas. Entre as vantagens desse modelo de negócio, destacamos o aumento na produtividade, a maior colaboração dos funcionários, e a redução de custos, uma vez que há uma menor necessidade de supervisionar as tarefas.

3. Ferramentas de Gestão Empresarial

Com o mercado cada vez mais competitivo, é essencial que o gestor faça mais com menos. Por isso, para alcançar o sucesso, é preciso contar com as ferramentas certas, que servirão principalmente para definir e controlar processos. Com isso, a gestão ganhará em eficiência e efetividade.

Usar as ferramentas apropriadas de gestão é uma forma de se forçar a ser muito melhor em várias frentes do próprio negócio: você otimiza as atividades e toma decisões mais rápidas, cria demanda por estudos de mercado, se provoca a entregar mais qualidade, promove uma gestão mais acertada da equipe, entre outros aspectos.

Não importa qual seja a área da sua empresa. Nos dias atuais, é essencial ter uma ferramenta adequada para entregar um bom produto ou serviço no mercado. Entre elas, podemos destacar o Ciclo PDCA, já abordado neste artigo, o modelo Canvas, que permite uma visão global do projeto, e a análise SWOT, que possibilita identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da organização.

Esses são exemplos de ferramentas mais específicas. Além delas, também é possível contar com modelos mais robustos, que controlam todas as áreas da empresa. É o caso do ERP, que veremos a seguir.

3.1 Sistema ERP

O Sistema ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema de Gestão Empresarial) é uma ferramenta que controla todas as informações da organização, promovendo a integração de dados, recursos e processos. Com a sua implementação, é possível tomar decisões mais ágeis e acertadas. Em linhas gerais, o ERP ajuda uma companhia a ser mais organizada e competitiva.

Uma das vantagens do sistema é que ele oferece ao gestor uma visão estratégica e detalhada de tudo relacionado à empresa. Dessa forma, a organização passa a distribuir os recursos de forma correta, a otimizar os processos e direcionar os investimentos. Essa gestão integrada possibilita, por exemplo, controle de prazos, entregas com mais qualidade, maior produtividade, inteligência de dados e crescimento contínuo e sustentável.

Conforme descrevemos, um bom sistema ERP é essencial para o crescimento e a eficiência corporativa. No entanto, é preciso ter atenção para escolher o sistema certo para a sua empresa. Para não errar na escolha, sempre privilegie uma equipe preparada para te ajudar a escolher o ERP ideal para o seu tipo de negócio.

4. Planejamento Estratégico

Para uma gestão eficiente do negócio, uma das primeiras coisas a se fazer é saber aonde chegar, certo? Assim, uma das melhores formas de estabelecer uma visão de curto, médio e longo prazos é estabelecendo um planejamento estratégico.

O planejamento estratégico é um processo em que as empresas tomam decisões importantes acerca do negócio. Por exemplo: onde alocar recursos e como definir e atingir metas. Em outras palavras, um planejamento estratégico vai dar propósito ao trabalho da organização, pois trata-se de um compromisso com um futuro desejado.

Para fazer um bom planejamento estratégico, é preciso que a organização:

  • identifique seus stakeholders, ou seja, os públicos com os quais se relacionará, incluindo clientes, fornecedores, comunidade etc;
  • defina uma identidade organizacional, o que implica considerar a missão, a visão e os valores;
  • faça uma análise SWOT, para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças;
  • construa um mapa estratégico, focando nas perspectivas financeira e de mercado, nos processos internos e nos recursos;
  • monte um plano de ação, que é o momento de tirar as ideias do papel e colocar a mão na massa.

Em outras palavras, o planejamento estratégico é o momento ideal para desenhar o futuro do negócio. Você estuda a situação atual e define as ações que irão levá-lo para o estado desejado. Entre as suas vantagens, podemos destacar:

  • define uma direção em que seguirá e estabelecer prioridades. Dessa forma, você saberá aonde chegar;
  • garante que todas as ações sejam direcionadas para um único objetivo;
  • torna o processo de tomada de decisões mais rápido e eficaz, pois, como você sabe das suas prioridades, ficará mais fácil saber ao que dizer sim ou não;
  • evita perder tempo e recursos com atividades que não levarão sua empresa aos objetivos preestabelecidos.

Recomenda-se que você faça e coloque seu planejamento estratégico em teste o quanto antes. Caso as suas estratégias não estejam dando resultados, é essencial que elas sejam reformuladas. O planejamento estratégico é, definitivamente, um item obrigatório para o sucesso da sua empresa. E lembre-se que, caso der algo errado, ajustes podem e devem ser feitos.

5. Gestão Financeira

A gestão financeira da empresa pode ser definida como um conjunto de ações que têm o objetivo de melhorar o orçamento empresarial e os resultados financeiros de uma organização. Por meio dela, é possível, por exemplo, evitar surpresas desagradáveis no saldo bancário do negócio. Gerir os recursos de uma companhia significa definir investimentos (aplicar de recursos) e financiamentos (captar recursos). É essencial, por exemplo, para entender as diferenças entre lucratividade e rentabilidade.

Tenha em mente que todos os processos organizacionais (vendas, recursos humanos, estoque, comunicação etc.) têm ligação direta com o controle financeiro. Claro que isso não é nenhuma novidade para você, certo? O desafio está em ter uma gestão financeira sólida, de forma que você analise a saúde atual e futura dos seus recursos.

Uma boa gestão financeira trabalha para prever a melhor margem de lucros, equilibrando os gastos e realizando a análise do saldo de contas a pagar e a receber. Quando você tem um controle financeiro eficiente, poderá avaliar como seu capital rodou no passado e o que está ocorrendo no presente. Assim, será possível identificar eventuais falhas e despesas desnecessárias, além de alternativas de faturamentos a partir dos reajustes das aplicações.

Isso quer dizer que não existe planejamento estratégico eficiente sem dados econômicos que direcionam para possibilidades de ações. Uma vez que você conta com informações financeiras relevantes, descobrirá se está prejudicando seus investimentos. Ou seja, a gestão financeira te guiará em relação aos aspectos essenciais para o seu planejamento, incluindo fluxo de caixa, empréstimos, implementação de metas e investimentos.

De forma geral, uma boa gestão financeira deve assegurar três aspectos essenciais para o sucesso de qualquer empreendimento: rentabilidade, geração de caixa e sustentabilidade. Em tempos de crise e instabilidade econômica, cuidar bem do capital é algo imprescindível para a tomada de decisões e o sucesso da companhia. Um bom planejamento de recursos, sem dúvidas, enxerga e oportunidades e alcança resultados mais adequados.

6. Gestão de Pessoas

A gestão de pessoas é um conjunto de habilidades e técnicas que têm por objetivo administrar e potencializar a eficiência do capital humano dentro das organizações. Mais uma área essencial para a boa gestão corporativa, envolve metodologias de treinamento, motivação e desenvolvimento, a fim de melhorar a atuação dos funcionários dentro da organização.

Um dos grandes desafios da gestão de pessoas é aumentar a produtividade e a qualidade de vida dos colaboradores. Como todos sabemos, existem muitas dificuldades para manter a harmonia das relações interpessoais, principalmente em ambientes com tantas diferenças, como geralmente acontece nas empresas.

Diante de tantos problemas e desafios, a gestão de pessoas chega para agregar pessoas e se tornar um fator decisivo para o sucesso organizacional. Nesse contexto, é válido dizer que ela engloba todas as áreas da organização e tem objetivos de implementar modelos de liderança mais flexíveis, proporcionando uma empresa mais engajada e produtiva.

Entre as atividades relacionadas à gestão de pessoas, podemos destacar o relacionamento interpessoal, o desenvolvimento profissional e a cultura organizacional. Para ter uma boa gestão de pessoas na sua empresa, certifique-se de trabalhar para que os funcionários se sintam parte da equipe. Nesse sentido, é crucial que a organização conte com gestores que promovam uma cultura de apoio mútuo e crescimento.

A boa gestão de pessoas valoriza o capital humano, o que proporciona pessoas mais engajadas e produtivas. A consequência desse trabalho é um time que se envolve muito mais e, assim, gera resultados melhores para a organização como um todo.

7. Gestão de Logística

Pouco importa se a empresa é grande ou pequena. Para ter sucesso, o negócio precisa uma gestão de logística eficiente. Esse conceito consiste na administração de fluxos logísticos da organização. Envolve atividade como a produção, o armazenamento e a distribuição de mercadorias.

Nesse sentido, uma gestão de logística eficiente conta com elementos que incluem o planejamento, a organização, a análise e a vigilância. Essas iniciativas precisam ser integradas, levando-se em consideração todo o processo do empreendimento, desde a compra da matéria, até a entrega ao consumidor final.

A partir dessa perspectiva, vale destacar que a logística surgiu por conta da necessidade de melhoria da qualidade da operação. Ela visa questões como a redução de custos e a melhor experiência para o cliente. Trata-se de uma cadeia de processos dependentes uns dos outros. Por isso, para evitar falhas e possíveis problemas, é imprescindível que exista uma boa gestão.

Entre os benefícios da gestão da logística, é possível destacar a visão de todas as etapas da cadeia envolvida, os projetos customizados de acordo com as necessidades dos consumidores, melhoria da agilidade e da eficiência, acompanhamento em tempo real, principalmente depois do advento de ferramentas tecnológicos, como um sistema ERP e melhores resultados, pois aumenta a qualidade do serviço e reduz os custos.

8. Gestão de Marketing

Ao contrário do que muita gente imagina, o processo de vendas começa no time de marketing. Quando bem feita, essa estratégia facilita bastante o trabalho da área de vendas. Para entender isso, é preciso ter em mente que a gestão desse recurso consiste em utilizar informações sobre os consumidores e o mercado para investir em ações eficazes e otimizadas.

O foco está em aumentar o interesse do público-alvo nos produtos ou serviços oferecidos pela empresa. A gestão do marketing vai analisar, por exemplo, o que é interessante produzir e lançar, além de fazer a divulgação, entre outras ações. Com um bom trabalho desse time, fica mais fácil realizar as vendas. Nesse contexto, é importante lembrar que um dos principais objetivos dessa tática é atrair mais clientes e fidelizar os atuais consumidores.

Para trazer resultados para a sua empresa por meio do marketing, é preciso que o gestor da área desenvolva uma visão mais apurada sobre o comportamento e os hábitos dos clientes. Dessa forma, saberá atrair possíveis clientes e convertê-los em reais compradores.

Para o negócio ter sucesso em uma estratégia de marketing, é essencial contar com profissionais especializados, que trabalhem para que os stakeholders tenham uma percepção positiva sobre a marca. É imprescindível saber exatamente aonde se pretende chegar no curto, médio e longo prazos, dimensionando os recursos de forma adequada.

Ter uma boa estratégia de marketing é importante porque ela traz menos estresse para a empresa, pois cria-se um padrão de trabalho com começo, meio e fim; menos gastos, uma vez que, como você sabe para onde está indo, evita tomar decisões ruins; e mais motivação, pois metas claras contribuem para ter um time em sintonia e engajado.

Como foi possível perceber ao longo do texto, para fazer uma boa gestão de empresas é necessário levar em conta diversos aspectos e, dependendo do caso, é válido contar com uma consultoria especializada. Com uma boa gestão de empresas, cria-se uma visão integrada, focada em decisões mais rápidas e acertadas, potencializando o crescimento do negócio. Apesar de todos os desafios, com empenho, dedicação e comprometimento, é possível chegar lá e fazer a diferença no mercado.

A partir desse cenário, é válido destacar que não adianta ter produtos ou serviços de altíssima qualidade se não houver boas estratégias de vendas e bons resultados. Para tanto, é necessário estudo, planejamento e ações que levem a uma determinada direção.

A partir dessa perspectiva, também é importante lembrar sobre a necessidade de adquirir e desenvolver conhecimento. Mais que isso, é crucial fazer a gestão do conhecimento. Você sabe do que se trata? Para entender esse importante aspecto da gestão das empresas de forma detalhada, recomendamos a leitura do artigo “O que é Gestão do Conhecimento e como utilizá-la na empresa?”.

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